Dr Ricardo Zantieff

Acompanhamento após Cirurgia de Tireoide: o que esperar?

Dr. Ricardo Zantieff- Banner (1)

A cirurgia da tireoide (tireoidectomia) é um procedimento delicado, mas na maioria das vezes seguro e com ótimos resultados.
Uma das principais dúvidas dos pacientes é: como será meu acompanhamento depois da cirurgia?

A resposta depende do resultado final do anatomopatológico, exame que analisa a glândula retirada, e da indicação inicial da cirurgia (se por doença benigna ou maligna).

O papel do exame anatomopatológico

Após a cirurgia, a glândula tireoide retirada é enviada para análise em laboratório. Esse exame é chamado de anatomopatológico e é o que dá a resposta definitiva sobre o diagnóstico:

  • Se era uma doença benigna (como bócio, nódulo benigno ou tireoidite).
  • Se era um câncer de tireoide, além de informar:
    • Qual o subtipo (papilífero, folicular, medular ou anaplásico).
    • Grau de agressividade do tumor.
    • Se houve invasão vascular ou em tecidos vizinhos.
    • Se havia linfonodos comprometidos.
    • Outras características que ajudam a decidir se será necessário um tratamento complementar, como a radioiodoterapia.

Ou seja: é o anatomopatológico que define o caminho do acompanhamento após a cirurgia.

Ricardo Zantieff - Referência em Cirurgião de Cabeça e Pescoço

Ricardo Zantieff – Referência em Cirurgião de Cabeça e Pescoço

Acompanhamento em casos de doenças benignas

Se o anatomopatológico confirmar que o nódulo ou a tireoide aumentada eram benignos, o acompanhamento costuma ser muito mais simples.

  • Primeira revisão pós-operatória: alguns dias após a cirurgia, para avaliar cicatrização, retirar pontos (se houver) e ajustar medicações.
  • Novos retornos: algumas semanas e depois alguns meses após a cirurgia, apenas para garantir boa evolução.
  • Controle do cálcio: em alguns pacientes pode ocorrer queda transitória do cálcio no sangue (hipoparatireoidismo transitório). O acompanhamento garante o ajuste da suplementação até que os níveis se normalizem.
  • Reposição hormonal:
    • Se a cirurgia foi total (retirada completa da tireoide), será necessário tomar hormônio da tireoide diariamente, ajustado conforme o exame de TSH.
    • Se foi apenas parcial (lobectomia), muitas vezes a glândula restante mantém a função normal e pode não ser necessário reposição.

Na maioria dos casos benignos, após a recuperação inicial, o paciente pode ter alta do acompanhamento cirúrgico, mantendo apenas acompanhamento clínico de rotina.

Cirurgia de cabeça e pescoço com precisão

Excelência que vai além da técnica: cuidado humano em cada etapa do tratamento.

Acompanhamento em casos de câncer de tireoide

Quando o anatomopatológico confirma câncer de tireoide, o acompanhamento é mais longo e cuidadoso.

Tratamento complementar

  • Dependendo do tipo de câncer, do tamanho do tumor, da presença de linfonodos comprometidos ou da agressividade, pode ser indicado o tratamento com radioiodoterapia.
  • O objetivo é eliminar possíveis células tireoidianas remanescentes e reduzir o risco de recidiva.

Exames de acompanhamento

  • Tiroglobulina (Tg): é uma proteína produzida pelas células da tireoide. Após a tireoidectomia total e radioiodoterapia, a tiroglobulina deve estar indetectável. Se ela volta a subir, pode indicar presença de células tireoidianas ou recorrência do câncer.
  • Anticorpo antitireoglobulina (anti-Tg): precisa ser dosado junto, pois pode interferir na leitura da tiroglobulina.
  • Ultrassom cervical periódico: avalia o leito da tireoide e os linfonodos do pescoço.

Esses exames devem ser feitos regularmente ao longo dos anos, pois o câncer de tireoide pode ter recorrência mesmo muito tempo após o tratamento inicial.

Reposição hormonal e supressão de TSH

  • Todo paciente que retira completamente a tireoide precisa usar hormônio tireoidiano (levotiroxina).
  • No caso do câncer, além de repor o hormônio, muitas vezes é necessário manter o TSH em níveis mais baixos do que o normal.
    • Isso é chamado de supressão hormonal.
    • O objetivo é reduzir a estimulação de possíveis células malignas remanescentes.
    • O nível de supressão varia conforme o risco do paciente:
      • Baixo risco: alvo de TSH mais próximo do normal.
      • Risco intermediário: TSH um pouco mais baixo.
      • Alto risco: TSH mantido bastante suprimido.

Essa decisão deve ser feita individualmente pelo cirurgião de cabeça e pescoço ou endocrinologista.

Conclusão

O acompanhamento após a cirurgia de tireoide depende do motivo da operação e, principalmente, do resultado do anatomopatológico.

  • Nos casos benignos, geralmente é simples: revisão pós-operatória, boa cicatrização, ajuste de cálcio (se necessário) e reposição hormonal quando indicada.
  • Nos casos malignos, o acompanhamento é mais detalhado e inclui exames periódicos (tiroglobulina, anti-Tg, ultrassom), avaliação de necessidade de radioiodoterapia e uso de hormônio tireoidiano em doses ajustadas para manter o TSH suprimido.

Se você já fez cirurgia de tireoide e tem dúvidas sobre o acompanhamento ou recebeu um diagnóstico de câncer de tireoide, agende sua consulta em Salvador. Vou revisar seus exames, explicar seu caso em detalhes e indicar o melhor plano de acompanhamento para sua segurança e tranquilidade.

Dr Ricardo Zantieff operando a tireoide

Dr. Ricardo Zantieff

Dr. Ricardo Zantieff

CRM BA 29017 / RQE 27093 – Cirurgião de Cabeça e Pescoço – Salvador e Região
Especialista em nódulos na tireoide

Abrir bate-papo
Olá
Podemos ajudá-lo?