Dr Ricardo Zantieff

Câncer de Glândula Salivar: sintomas, diagnóstico e importância do tratamento especializado

Câncer de Glândula Salivar

Os cânceres de glândulas salivares são tumores raros, mas que exigem atenção especial pela sua diversidade de tipos, graus de agressividade e pela complexidade no tratamento.

O que são as glândulas salivares?

O corpo humano possui dois grandes grupos de glândulas salivares:

🔹 Glândulas salivares maiores

  • Parótidas: localizadas à frente e abaixo das orelhas.
  • Submandibulares: localizadas abaixo da mandíbula.
  • Sublinguais: localizadas abaixo da língua.

Nessas glândulas, a maioria dos tumores é benigna, especialmente na parótida.

🔹 Glândulas salivares menores

  • São centenas de pequenas glândulas espalhadas pela mucosa da boca, lábios, palato (céu da boca), língua e faringe.
  • Embora menores e menos conhecidas, nelas a chance de um nódulo ser maligno é maior do que nas glândulas maiores.

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Excelência que vai além da técnica: cuidado humano em cada etapa do tratamento.

Como o câncer de glândula salivar se apresenta?

Na maioria das vezes, ele se manifesta como:

  • Nódulo ou abaulamento na região da bochecha, mandíbula, lábios ou céu da boca.
  • Pode ser indolor e de crescimento lento, o que retarda o diagnóstico.
  • Em casos mais avançados, pode causar:
    • Dor persistente.
    • Alteração da sensibilidade.
    • Fraqueza ou paralisia de parte da face (quando invade o nervo facial).
    • Dificuldade para engolir ou falar, quando está em glândulas menores na boca/faringe.

Tipos de câncer de glândula salivar

Existem diversos tipos histológicos de câncer de glândula salivar, cada um com características próprias. Alguns dos mais comuns são:

  • Carcinoma mucoepidermoide: o tipo maligno mais frequente; pode variar de baixo a alto grau de agressividade.
  • Carcinoma adenoide cístico: conhecido pelo crescimento lento, mas com alta chance de invasão de nervos e recorrência a longo prazo.
  • Carcinoma ex-adenoma pleomórfico: surge a partir de um tumor benigno (adenoma pleomórfico) que se transformou em maligno.
  • Adenocarcinomas: grupo variado de tumores malignos de diferentes graus de agressividade.
  • Outros tipos raros, como carcinoma de células acinares, carcinoma de ducto salivar e sarcomas.

📌 Importante: cada subtipo tem prognóstico e tratamento diferentes, o que reforça a necessidade de avaliação em centro especializado.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico envolve:

  1. Exame clínico e de imagem: ultrassom, tomografia ou ressonância para avaliar tamanho e extensão.
  2. Punção aspirativa por agulha fina (PAAF): coleta de células para estudo inicial.
  3. Biópsia: em alguns casos, é necessária para confirmação do subtipo histológico.
  4. Estadiamento: exames adicionais (tomografia, PET-CT) podem ser solicitados para verificar extensão da doença.

Por que o tratamento é complexo?

O tratamento do câncer de glândula salivar deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, porque essas lesões podem comprometer estruturas nobres (como nervos, vasos e músculos da face e do pescoço).

A cirurgia é a base do tratamento

  • A ressecção cirúrgica completa é o tratamento principal.
  • Em glândulas maiores, pode envolver desde uma parotidectomia parcial até ressecções mais amplas.
  • Em casos avançados, pode ser necessário retirar linfonodos do pescoço (esvaziamento cervical).
  • O objetivo é sempre garantir margens livres de tumor, mantendo a maior preservação funcional possível.

Tratamentos complementares

  • Radioterapia adjuvante: indicada em tumores de alto grau, margens comprometidas ou presença de invasão neural.
  • Quimioterapia ou imunoterapia: usadas em casos avançados ou metastáticos (menos comuns).

Prognóstico

O prognóstico depende de:

  • Tipo histológico (alguns são de baixo grau e outros bastante agressivos).
  • Tamanho do tumor e estágio no diagnóstico.
  • Comprometimento de nervos e linfonodos.

Tumores de baixo grau tratados precocemente podem ter altas taxas de cura, enquanto tumores agressivos exigem acompanhamento prolongado e vigilância rigorosa.

Conclusão

O câncer de glândula salivar é uma doença rara, mas complexa, com diferentes graus de agressividade e formas de tratamento.
O diagnóstico é feito por biópsia e exames de imagem, e o tratamento cirúrgico especializado é a base, frequentemente associado a radioterapia em casos selecionados.

📅 Se você percebeu um nódulo na região da parótida, submandibular, ou uma lesão persistente na boca, agende sua consulta em Salvador. A avaliação precoce faz toda a diferença no resultado do tratamento.

Dr. Ricardo Zantieff

Dr. Ricardo Zantieff

CRM BA 29017 / RQE 27093 – Cirurgião de Cabeça e Pescoço – Salvador e Região
Especialista em Câncer de Glândula Salivar

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